Inteligência ou sabedoria?

06-28-LAMARTINE

Ruben Alves aborda esse tema de forma muito própria:

“A inteligência é a nossa capacidade de conhecer e manipular o mundo. Ela tem a ver com o poder. A sabedoria é a graça de saborear o mundo. Ela tem a ver com felicidade”.

No nosso mundo, as pessoas são avaliadas por sua inteligência. Os gênios são exaltados por sua capacidade de realizar cálculos, os filósofos por sua destreza em descrever pensamentos abstratos e os cientistas são enaltecidos por suas descobertas.

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Entretanto, muitos deles não foram capazes de vencer os desafios mais simples da vida. Einstein não foi feliz no casamento, Van Gogh suicidou, Nietzsch morreu louco. Sendo tão geniais, mas o que lhes faltou?
É fato que a inteligência nos dá vantagens na vida. Através dela, resolvemos problemas insolúveis e encontramos caminhos escondidos.

Contudo, o que nos dá capacidade de encontrar motivos para viver é a sabedoria. Nem todos os que ganham dinheiro alcançam a felicidade. Dos poucos artistas que chegam ao estrelato, a maioria tem uma vida vazia. Se assim não fosse, por que buscariam preencher o buraco da alma nas drogas ou no álcool?

Com tudo isso, as escolas não nos ensinam a sabedoria. Não nos instruem a passar por problemas emocionais e, tampouco, nos preparam para as perdas. Somos treinados para resolver problemas matemáticos e adquirir conhecimento. O resultado disso é catastrófico!

A sabedoria, diferentemente da inteligência, não nos coloca numa posição de superioridade ou inferioridade; de perdas e ganhos e, muito menos, de competição. O mais sábio não é aquele que prevalece em relação ao seu semelhante, mas o que está bem consigo mesmo e com Deus. O mais sábio é aquele que reconhece as suas limitações, mas aceita de bom grado tudo aquilo que recebeu de Deus.

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Aliás, o princípio da Sabedoria é o temor a Deus. Não o temor que gera medo, mas aquele que nos leva a obedecer com convicção tudo aquilo que aprendemos de Sua Palavra.

O sábio resplandecerá como o sol. Sua vida é marcada por paciência nos momentos de provação e dúvida, pela humildade em reconhecer os seus erros em tempo de corrigi-los e, sobretudo, pela disposição em conhecer mais a vontade de Deus. O sábio pode morar nos palácios ou nas favelas. Pode ser jovem ou ancião. Sua existência acrescenta muito aos semelhantes e, por onde quer que vá, será admirado. 

O sábio talvez nunca conheça as fórmulas da ciência, mas sempre encontra beleza no vôo dos pássaros, no por do sol, e agradece a Deus por reconhecê-lo em todos os seus caminhos. Ele encontra razões para as provas que enfrenta e se apega nas promessas de Deus de livramento. Se durante o dia os pássaros parecem sem destino, à noite, sempre encontrarão seu ninho.

O sábio pode até andar por muitos caminhos, mas chegará a hora em que escolherá um só. E será o caminho certo.


A sabedoria, portanto, é mais preciosa do que a inteligência. Seu valor ultrapassa ao do mais fino ouro ou qualquer riqueza.

Para terminar, afirmo que nem todos nasceram com um QI (Quociente de Inteligência) elevado, mas a sabedoria está disponível a todos.

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